Nota da Executiva Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT)

 

            Nos últimos dias várias manifestações, ocuparam cidades em todo o Brasil. O movimento surge contra o aumento da tarifa no transporte coletivo. No seu curso, ganha novas demandas. São reivindicações que representam aspirações de nossa população, tanto no campo das políticas públicas, como na esfera institucional, com destaque para a transparência e correção nos gastos.

            A cidadania exige avanços republicanos e democráticos, um Estado liberto da ingerência nefasta de interesses privados e oligárquicos.

            As transformações promovidas no País, nos últimos dez anos, pelos governos Lula e Dilma, por seu caráter nacional, democrático e popular, colocam, no sentido do avanço, na ordem do dia, uma nova agenda. É preciso que os partidos e os governos, em todas as instâncias, dialoguem com essas postulações.

            Neste contexto, impõe-se como inadiável a efetiva realização de uma profunda Reforma Política, conforme a proposta elaborada pelo PT.

            Na área da mobilidade urbana, que catalisa ações de massas em nossa Cidade, muito precisa ser feito. É imprescindível enfrentar o cartel das empresas de ônibus que têm lucros exorbitantes e oferecem um serviço de péssima qualidade aos usuários, frente à passividade e conciliação dos executivos municipal e estadual.

            A justa indignação das camadas populares com o atendimento que lhes é oferecido na área da saúde não é de hoje. Questões essenciais vêm sendo colocadas pelos trabalhadores e o conjunto de usuários, como um real controle social. O processo de terceirização, a precarização dos serviços, a ausência de concursos públicos e a continuidade do atual modelo de gestão, são temas de muitos debates e denúncias . O Sistema Único de Saúde (SUS) reflete conquistas e lutas históricas do povo brasileiro. Não podemos abrir mão dos seus princípios.

            Este momento é fundamental para que possamos aprofundar a discussão sobre mobilidade urbana, incluído a realização de licitação para o transporte coletivo, que deve ser prioridade, assim como sobre a verdade  das planilhas de custos. A meta da tarifa zero, universalizada, desponta como projeto a ser posto como ponto de debate e como objetivo.

            O PT saúda, pois, as expressões da juventude e de outros setores sociais que ocupam as ruas em defesa de um transporte público de qualidade, digno e acessível à maioria esmagadora do nosso povo.

            A Educação pública e gratuita, principalmente, em seus estágios básico e médio, carece de infraestrutura, respeito aos profissionais e estudantes.

            A Segurança Pública, ausente de políticas cidadãs, planejamento e exercício eficaz, leva a população à tragédia da submissão à violência, à crescente atividade do crime organizado, ao extermínio de jovens e trabalhadores, à repressão policial de conotação fascista.

            A presença de filiados do PT, com nossas cores e bandeiras , neste e em todos os movimentos sociais, é fator positivo e decisivo, não somente para o seu fortalecimento, mas, fundamentalmente, para impedir que a mídia conservadora e a direita continuem sua tentativa de influenciar, desvirtuar e fascistizar, com declarada intenção reacionário–golpista.

            A insatisfação de parcelas da juventude em relação às instituições e aos partidos políticos, criminosamente incentivada e manipulada pelo monopólio dos meios de comunicação, revela a necessidade urgente da democratização e socialização da mídia, de uma ampla reforma político-eleitoral, no sentido pelo qual vem se batendo o PT e outras organizações democráticas da sociedade.

            Por tudo isto, o Partido dos Trabalhadores (PT) luta por uma Reforma Política que mude substancialmente o modelo vigente, onde imperam a corrupção, a compra de votos, as legendas de aluguel.

            Não podemos aceitar atos de fascismo. Uma coisa são as manifestações e sua euforia, outra são grupos de direita, paramilitares, criminosos, vândalos dentro das manifestações e, o que é de suma gravidade, influindo no seu rumo e conteúdo.

            Compreendemos que os atos de violência cometidos contra militantes partidários, não por acaso de esquerda, representam atitudes de uma minoria dentro das manifestações. A história mostra que em momentos nos quais os partidos foram hostilizados, censurados e banidos, a democracia foi suprimida. Em seu lugar colocou-se a ditadura fascista. Deve ficar claro que estas minorias são agrupadas e financiadas, de fora do movimento, por poderosos grupos ligados às elites perpetuadas no poder e representantes do grande capital.

            O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), seguindo orientação do Diretório Nacional, conclama a militância a continuar presente e atuante nas manifestações, lado a lado com outros partidos e movimentos do campo democrático, popular e socialista. Não aceitaremos, não permitiremos, que a direita vença nas ruas.

 

Natal, 28 de Junho de 2013

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