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O discurso uníssono da oposição de que a economia brasileira vai de mal a pior esvaziou mais um pouco hoje com a divulgação, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2013. A economia brasileira cresceu 2,3% e a produção de todas as riquezas do Brasil atingiu R$ 4,8 trilhões. O resultado veio acima das expectativas dos chamados analistas, maior até do que o desempenho apresentado por países desenvolvidos. O crescimento do PIB brasileiro foi superior ao dos Estados Unidos e do Reino Unido, que cresceram 1,9% em 2013; maior do que o crescimento do PIB da Alemanha, que ficou em 0,4%, maior do que o do Japão, que cresceu 1,6%, e bem melhor do que o PIB dos países da Zona do Euro, onde a economia, na verdade, andou para trás, com a riqueza encolhendo 0,4%.

Apesar de todas as dificuldades externas, de um mundo ainda muito conturbado pela crise de 2008, o desempenho do País mais uma vez demonstra que os fundamentos da política econômica são sólidos e tem um rumo: a garantia do bem estar dos brasileiros, com elevação de renda e pleno emprego.

O resultado divulgado na manhã desta quinta-feira (27/02) foi recebido com entusiasmo pela bancada petista no Senado. O líder do PT e do Bloco de Apoio ao Governo, Humberto Costa (PE) disse que, mesmo diante das condições extremas da economia mundial, o Brasil mostrou vigor, enfrentou as adversidades e cresceu – e não foi só a economia do País que aumentou, a riqueza dos brasileiros também.

“É uma resposta muito contundente da solidez do nosso crescimento e da credibilidade da condução da nossa economia”, ressaltou Humberto. “Essa alta do PIB vem ao encontro de uma série de outros indicadores muito positivos que têm sido divulgados, e que corroboram, decisivamente, para o aumento da confiança no nosso País”, afirmou.

O líder do PT no Senado avalia que a recuperação econômica mundial tem se dado num processo lento, e o Brasil – mesmo diante de um ambiente de pessimismo criado por alguns setores internos – tem apresentado crescimento acima da média global. “O PIB ainda não é aquele que queremos. Mas está gradualmente aumentando. Poucos países no mundo têm crescido como o Brasil”, observou.

Para o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), a leitura atenta dos números é reveladora: todas as áreas cresceram, o agronegócio 7%, a indústria 1,3% e a área de serviços 2%. Segundo ele, também é um alento o percentual de 6,3% da taxa de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), sinalizando que os empresários, mesmo diante dos discursos de que a economia vai mal, estão apostando no crescimento e, na prática, estão realizando investimentos na produção.

“Esse resultado reverte a tentativa de algumas pessoas de criar um cenário negativo em relação ao ritmo da economia brasileira. Os números comprovam que essa visão está errada e, na vida real, a economia está indo bem; tem reagido às medidas adotadas pelo governo da presidenta Dilma Rousseff. O crescimento do agronegócio, de 7%, é um exemplo da recuperação e mostra a vocação do Brasil nessa área. E meu estado deu expressiva contribuição para o resultado final”, comemorou o senador Delcídio do Amaral (PT-MS).

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) enfatizou o resultado ao analisar a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) que cresceu 6,3% e a taxa de investimento que foi de 18,4% do PIB, acima do percentual de 18,2% do PIB em 2012. “Nosso crescimento vem sendo gerado pelo investimento e não pelo consumo, como alguns observadores afirmam. Não veio a recessão tão alardeada pela oposição. Melhor do que isso, o surpreendente crescimento das exportações no último trimestre de 2013, da ordem de 4,1%, revela que a economia responde aos estímulos da política macroeconômica conduzida pela presidenta Dilma Rousseff. Na realidade e na direção contrária o PIB não deu guarida aos pessimistas de plantão”, salientou.

Mesma avaliação tem o líder do Governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), para quem os pessimistas amanheceram mais tristes nesta manhã ao saber que o PIB brasileiro cresceu 2,3% e ficou bem acima do que o resultado de diversos países. “Os pessimistas amanheceram tristes. O País continua em ritmo de crescimento, ao mesmo tempo em que gera empregos e aumenta a renda das famílias. Esse é que é o Brasil. Seria bom que esses analistas se desculpassem com a nação”, recomendou

Para o senador Jorge Viana, o crescimento do PIB brasileiro foi substancial se comparado ao do ano passado, quando ficou em 1,1%. Avaliando o desempenho de outros países, Viana destaca que o resultado brasileiro só ficou atrás apenas do PIB da China (7%) e da Coreia do Sul (2,8%). Portanto, o Brasil foi a terceira economia que mais cresceu no planeta.

O senador Wellington Dias (PT-PI) recordou que o Brasil saiu ileso da maior crise de todos os tempos iniciada em 2008 e de lá para cá, o País continuou gerando empregos ano após ano, diferentemente do que via em outros países. As principais economias do mundo, nesse período, queimaram cerca de 60 milhões de empregos, enquanto o Brasil gerou aproximadamente dez milhões de novos postos de trabalho. “Em 2012 o crescimento da nossa economia ficou num patamar de 0,9% e crescer 2,3% no ano passado, dentro desse ambiente de crise mundial, significa dizer que ao contrário do pessimismo pregado por alguns as medidas adotadas pela presidenta Dilma surtiram efeitos. Sou otimista e digo que neste ano continuaremos crescendo. Acredito que é possível o PIB chegar a 3,5%, consolidado a retomada porque outras regiões começam a sair da crise”, avaliou.

Números
O agronegócio cresceu 7% no ano passado influenciado diretamente pelo desempenho positivo de algumas culturas que aumentaram a produção ao mesmo tempo em que se registraram ganhos de produtividade, com destaque para a soja (24,3%), cana de açúcar 10%), milho (13) e trigo (30,4%).

Na indústria, o crescimento teve contribuição da atividade do setor elétrico, gás, água, esgoto e limpeza urbana (2,9%). A indústria de transformação e o setor da construção civil cresceram 1,9% em relação a 2012 e na área de serviços, todas as atividades cresceram: serviços de informação (5,3%), transporte, armazenagem e correio (2,9%), comércio (2,5%), serviços imobiliários e aluguel (2,3%), administração, saúde e educação pública (2,1%), intermediação financeira e seguros (1,7%) e outros serviços (0,6%).

Fonte: PT no Senado

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