Meu 1º de Maio             
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Todos
que marchais pelas ruas
e dais vida às máquinas e às fábricas,
todos
desejosos de chegar a nossa festa
com as costas marcadas pelo trabalho,
saí a 1o de maio,
o primeiro dos dias.
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Todos
os receberemos, camaradas,
com a voz entrecortada de canções.
Primavera,
derretei a a neve.
Eu sou operário,
este dia é meu.
Eu sou camponês,
este dia é meu.
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Todos,
estendidos nas trincheiras
esperando a morte infinita,
todos
os que num carro blindado
atiram contra seus irmãos,
escutai:
Hoje é 1o de maio.
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Partamos ao encontro
do primeiro de nossos dias,
enlaçando as mãos proletárias.
Calai vossos morteiros!
Silêncio, metralhadoras!
Eu sou marinheiro,
este dia é meu.
Eu sou soldado,
este dia é meu.
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Todos
das casas,
das praças,
das ruas,
encolhidos pelo gelo invernal,
todos
torturados de fome,
das estepes,
dos bosques,
dos campos,
saí neste 1o de maio!
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Glória à gente fecunda!
Desabrochai, primavera!
Verdes campos, cantai!
Soai sirenes e apitos!
Eu sou de ferro,
este dia é meu.
Eu sou a terra,
este dia é meu.
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       Vladimir Maiakovski
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Referência Bibliográfica
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Original: “Poemas de Vladimir Maiakovsky”
Ediciones en Lenguas Extranjeras ( Español )
– Editorial Progreso ( Moscú – 1980 )
Referência Bibliográfica

Seleção e Tradução: Juliano Siqueira ( Rio de Janeiro, 1986 – Centenário dos Mártires de Chicago )

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