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Eram 20h35 quando todos os portais da internet informaram ao País: Dilma Vana Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, será, por mais quatro anos, presidenta da República Federativa do Brasil. Foram mais de três meses de campanha eleitoral, uma disputa marcada por um clima político tenso e uma tragédia: a morte, em 13 de agosto, do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, candidato do PSB à Presidência.

Sucessora de Campos, a ex-ministra Marina Silva chegou a desbancar o candidato do PSDB, Aécio Neves, na disputa com Dilma – mas era fogo de palha. Abertas as urnas do primeiro turno, em 5 de outubro, a presidenta Dilma Rousseff saiu vitoriosa com 41,59% dos votos válidos, enquanto Aécio chegou a 33,5%.

A campanha do segundo turno foi marcada pelo embate direto entre os dois candidatos, tanto nas ruas como nos debates transmitidos pela tevê. Mas, na reta final a candidatura de Dilma foi alvo de uma sucessão de atos de terrorismo eleitoral, a começar pela matéria de capa da revista “Veja”, da Editora Abril. A revista montou uma fantasia a partir de um suposto depoimento do doleiro Alberto Youssef, preso, no Paraná, pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Apontado como responsável por um esquema de dinheiro desviado da Petrobras, Youssef, segundo a Veja, teria acusado Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de terem conhecimento de atos de corrupção na estatal. Nem uma única prova foi apresentada pela “Veja”. A farsa montada para beneficiar Aécio Neves, há dois dias das eleições, foi desmascarada pelo advogado de Youssef, Antonio Figueiredo Basto.

“Não conheço esse depoimento, não conheço o teor dele. Estou surpreso”, disse Basto, ao jornal “O Globo”. “Estamos perplexos e desconhecemos o que está acontecendo”, emendou.

No sábado (25), o ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral, determinou que o site da “Veja” desse direito de resposta redigido pela campanha de Dilma Rousseff. Apesar disso, a Editora Abril, em desrespeito flagrante da lei, produziu uma edição pífia e mal disfarçada na página eletrônica da revista. No dia seguinte, o procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão, impôs uma multa de R$ 500 mil por hora, caso a Editora Abril não publicasse corretamente a resposta – o que, finalmente, foi feito.

A última tentativa de interferir no resultado das urnas foi a disseminação criminosa de um boato sobre Alberto Youssef: o doleiro teria sido envenenado e morto nas dependências da Polícia Federal, em Curitiba. A informação foi desmentida pela PF. Youssef teve apenas uma variação de pressão arterial, foi tratado em um hospital e passa bem. A eleição de Dilma consolida um projeto de País iniciado, em 2002, com a eleição de Lula.

Ao longo de 12 anos, as metas de desenvolvimento, aliadas a programas sociais de alto impacto, transformaram a face do Brasil. No governo federal, o PT tirou 40 milhões de brasileiros da linha da pobreza absoluta e outros 30 milhões de pessoas foram colocadas na classe média. A inflação manteve-se sob controle e, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), coordenado por Dilma, quando ministra da Casa Civil de Lula, foram feitos grandes investimentos em infraestrutura. Entre eles, as obras de transposição das águas do rio São Francisco.

O governo petista também fez a interligação energética do Nordeste com o Sudeste, construiu hidrelétricas e recuperou a Petrobrás, hoje a maior empresa petrolífera da América Latina e a sexta maior do mundo. O Bolsa Família, maior programa de distribuição de renda do mundo, conseguiu beneficiar mais de 50 milhões de brasileiros e brasileiras. Programas como Pronatec, Prouni e Ciência Sem Fronteira revolucionaram a educação no Brasil e, junto com a política de cotas para negros, conseguiu incluir no sistema educacional populações inteiras que, antes, viviam na invisibilidade social.

Por Leandro Fortes, da Agência PT de Notícias

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