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A presidenta Dilma Rousseff garantiu, nesta quinta-feira (12), que o Brasil tem bases sólidas para enfrentar as dificuldades “conjunturais” da economia. A declaração foi feita após a inauguração da primeira parte das obras de expansão do Porto do Rio de Janeiro, conhecido como Porto do Futuro.

“Nosso país está passando por um momento de dificuldades conjunturais, mas nós somos um país que tem uma base sólida. Nenhum empresário decide investir em uma obra como essa [o porto] sem estudo prévio, se achar que o Brasil não tem futuro. E nós estamos no Porto do Futuro porque o Brasil tem condições de crescer e gerar emprego e renda”, ressaltou Dilma.

Além disso, a presidenta explicou que o governo federal dará início a novas concessões de aeroportos no País. Outra iniciativa para combater as dificuldades citadas por Dilma, segundo ela, será encaminhar ao Congresso Nacional uma modificação na lei do Super Simples, com a intenção de impedir “abismo tributário”.

“Eu espero que o Brasil esteja e farei de tudo para o Brasil estar no ritmo de crescimento. Conto com todo mundo para que isso aconteça, conto com governadores, prefeitos conto com os investidores, empresários e com a imprensa, com o Congresso, óbvio, e com o Judiciário, porque não tem como um país crescer sem todos nós pegando junto”, disse a presidenta.

Sobre as manifestações dos dias 13 e 15 de março, a favor e contra o governo, Dilma disse ver os atos com “absoluta tranquilidade”. No entanto, ela defendeu as manifestações pacíficas, sem violência.

“Todas as pessoas têm o direito de se manifestar e criticar. Não podemos aceitar que isso se transforme em violência contra pessoas ou patrimônio público ou privado. A violência não é boa para o País”, declarou.

Porto do Futuro – O investimento total na obra foi de R$ 1,5 bilhão, somando investimentos privados e públicos. Do total, R$ 1,02 bilhão são de empresas privadas investidos nas obras de ampliação, inclusas a extensão do cais e da retroárea, além da construção de novo edifício garagem, com sete mil vagas, e três novos armazéns, totalizando 20 mil metros quadrados.

Os terminais concluídos, somados, passam a ter o maior cais contínuo de movimentação de contêineres e veículos da América do Sul, uma das maiores arrecadações de ICMS do estado e de ISS do município.

Os recursos federais são de R$ 210 milhões para a dragagem do Porto, que já tem Ordem de Serviço emitida, e R$ 340 milhões em acesso terrestre que ligará a Avenida Brasil ao Porto, desafogando o trânsito na região e criando acesso exclusivo ao porto, sem que veículos de carga se misturem aos demais veículos da cidade.

A área do porto é o metro quadrado do território fluminense que mais gera receitas tributárias. O estado do Rio de Janeiro é o segundo maior importador do País, com R$ 21,7 bilhões em 2014. Desse total, US$ 12,3 bilhões chegam ao país pelo porto, dos quais US$ 8,1 bilhões são processados pela economia fluminense e US$ 4,2 bilhões são destinados a outros estados da Federação.

É também o local em que mais se arrecadam impostos federais, estaduais e municipais em território fluminense. Apenas em 2014, a arrecadação de ICMS na nacionalização de cargas foi de R$ 2,2 bilhões.

Da Redação da Agência PT de Notícias, com informações do Blog do Planalto

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