Ontem (7) aconteceu O Dia Nacional de Luta em Defesa dos Direitos da Classe Trabalhadora, convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), que mobilizou  manifestações  em todo o Brasil.

Em Natal, o protesto aconteceu na Praça Gentil Ferreira, no bairro do Alecrim e contou com a presença da militância Petista e do presidente estadual Eraldo Paiva, além de representantes da CUT e de vários sindicatos.

As manifestações que aconteceram em todo o Brasil são contraria o projeto de lei 4330, que flexibiliza a terceirização e promove a precarização indiscriminada das relações de trabalho.

Recentemente, o documento “Terceirização e Desenvolvimento: uma conta que não fecha”, produzido pela CUT em parceira com o Dieese, apontou que os terceirizados ganham menos, trabalham mais e correm mais risco de sofrerem acidentes, inclusive fatais.

De acordo com o secretário de Organização da CUT Nacional, Jacy Afonso, 12,7 milhões de trabalhadores, ou seja, 26,8% do mercado de trabalho, são terceirizados. Segundo ele, o projeto agrava o que determina a lei. “Ele precariza as relações de trabalho no Brasil. Nós já temos 12 milhões de trabalhadores hoje no Brasil que extrapola os limites da terceirização que o TST já estabeleceu”, destacou o sindicalista.

O Dossiê também mostrou que em dezembro de 2013 os trabalhadores terceirizados recebiam 24,7% a menos do que os que tinham contratos diretos com as empresas, tinham uma jornada semanal de três horas a mais e eram as maiores vítimas de acidentes de trabalho.

O deputado Vicentinho (PT-SP), autor do PL 1621/07, que propõe a regulamentação da terceirização desde que haja igualdade de direitos entre terceirizados e efetivos, participou do ato e informou que a Bancada do PT na Câmara é contrária ao projeto de lei do empresário e ex-deputado Sandro Mabel.

“O meu projeto foi construído nas instâncias da CUT através do diálogo com os trabalhadores e o dele foi feito com o patrão. O meu projeto é um projeto que impede que terceirize a atividade fim”, explicou o petista.

Segundo o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, a instituição é favorável a retirada da proposta, mas caso o PL seja apreciado, a entidade irá pressionar para que a presidente Dilma Rousseff vete o texto.

O projeto tramita há 10 anos na Câmara e vem sendo discutido desde 2011 por deputados e representantes das centrais sindicais e dos sindicatos patronais. Se aprovado no plenário da Câmara, o PL será encaminhado diretamente para votação no Senado.

Com informações da Agência PT de Notícias

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