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A paralisação dos caminhoneiros, que teve início nesta segunda-feira (09), é uma clara tentativa de provocar desgaste político do governo. Apesar dos líderes afirmarem que o movimento é apartidário e sem cunho político, o principal objetivo do protesto não é negociar com o governo e, sim, tentar derrubar a presidenta Dilma Rousseff. Isso foi confirmado pelo líder do Comando Nacional do Transporte (CNT), Ivar Luiz Schmidt, em entrevista ao Estadão. Além disso, a paralisação recebe apoio dos principais movimentos golpistas que pedem o impeachment da presidenta como o Movimento Brasil Livre, Vem Pra Rua e Revoltados Online.

Várias entidades da categoria já divulgaram notas em que criticam o protesto, convocado pelo CNT. A Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Rio Grande do Sul disse repudiar a “pretendida tentativa de golpe contra a Democracia e à Constituição perpetrado por indivíduos estranhos à classe e a tentativa destes em usar os caminhoneiros autônomos como massa de manobra para suas intenções obscuras e ilegais”.

A nota afirma, ainda, que o grupo “Comando Nacional do Transporte”, ao ser desqualificado como representante dos caminhoneiros autônomos nas paralisações do começo do ano, criou grupos nas redes sociais que usam de todas as formas forçar o impeachment da presidenta.

A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) classificou como imoral “qualquer mobilização que se utiliza da boa fé dos caminhoneiros autônomos para promover o caos no país e pressionar o governo em prol de interesses políticos ou particulares, que nada têm a ver com os problemas da categoria”.

Alguns analistas têm comparado a intenção dessa paralisação com a greve dos caminhoneiros chilenos, em 1972, que foi organizada para desgastar e derrubar o governo de Salvador Allende e acelerou o golpe militar no Chile.

Confira abaixo uma seleção de avaliações e notícias sobre a paralisação:

Fonte: Site Fernando Mineiro

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