O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores aprovou resolução, nesta quinta-feira (6), que cria a Secretaria Setorial Nacional LGBT do partido.

A Secretaria Setorial Nacional LGBT terá assento, com direito a voz, no Diretório Nacional e na Comissão Executiva Nacional.

Para o coordenador do Setorial Nacional LGBT do PT, Carlos Alves, a criação da Secretaria foi uma importante vitória do movimento LGBT do Brasil e do mundo.

Carlos contou que desde o  5º Congresso Nacional do PT o movimento estava reivindicando a transformação do setorial em secretaria, com o intuito de empoderar e fortalecer a luta LGBT por direitos, pela diversidade no interior do partido, nos estados, nas cidades, junto com o movimento de mulheres, com a juventude, com o movimento popular, movimento sindical.

“E hoje, com o apoio decisivo do presidente Lula, da companheira Gleisi e do novo Diretório Nacional, conseguimos a aprovação da criação da Secretaria Nacional LGBT, no mesmo nível das outras secretarias do partido, sem nenhum poder a mais, apenas a igualdade política do nosso partido reconhecer a importância da fala LGBT por direitos humanos, combatendo essa tremenda onda fascista que está atacando a nossa comunidade”, apontou.

Com a secretaria criada, agora cada PT municipal e estadual do PT no País terão suas secretarias LGBTs, o que fortalece a luta da comunidade, avalia Carlos Alves.

“A gente vai participar diretamente das reuniões dos diretórios, passa a ter relação direta com a direção em cada nível, municipal, estadual e nacional. A gente leva e unifica a nossa pauta dentro do partido, constrói a questão da comunicação para denunciar os crimes e para fortalecer a política de direitos humanos e também para contemplar a questão da formação política”.

A avaliação de Alves, a Secretaria Nacional LGBT “é o empoderamento que faltava à comunidade dentro do PT”. “A gente ter plenamente o reconhecimento político dentro do partido e essa decisão foi um amadurecimento”.

Janaína Oliveira, do setorial de LGBT do Distrito Federal, também ressaltou a importância da comunidade LBGT passar a ter voz direta e mais atuante dentro da Executiva do Partido dos Trabalhadores.

“Agora a gente vai compor a executiva do PT, com uma atuação mais direta, passa a dialogar mais diretamente com a instância máxima do Partido dos Trabalhadores, e com isso passa a influenciar na política. Não é só trazer a pauta LGBT, mas trazer o olhar de um LGBT sobre a reforma trabalhista, sobre a reforma da Previdência, sobre ogolpe”, enfatizou.

Para ela, é o reconhecimento do espaço LGBT dentro do partido.

“O PT foi o primeiro partido no Brasil a criar um núcleo LGBT, em 1992 e hoje a gente consolida nossa história com essa secretaria”, completou.

Veja AQUI a resolução aprovada.

 

Fonte: Agência PT de Notícias

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