O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já bateu o martelo de que irá reforçar as caravas pelo País para denunciar a caçada judicial e midiática a que vem sendo vítima e reforçar sua candidatura presidencial.

Até o prazo para o registro das candidaturas, em agosto, a estratégia do PT é tentar gerar uma “comoção nacional” a fim de blindar o ex-presidente em meio às investigações de que é alvo, e simultaneamente, constranger possíveis decisões da Justiça que não deixem a candidatura se concretizar.

Para isso, o PT vai turbinar a pré-campanha de Lula, com novas edições das “caravanas da cidadania”: depois do Nordeste, ele agora percorrerá regiões de São Paulo e Minas Gerais.

Num ato com servidores e militantes da área de educação em Brasília, Lula criticou a postura do então vice-presidente Al Gore, candidato à Presidência dos Estados Unidos, que “aceitou” a decisão da Suprema Corte americana atribuindo a vitória nas eleições de 2000 ao republicano George W. Bush.

“Eles trabalham todo santo dia com a certeza de que estarei fora da disputa, e eles podem, juntam meia dúzia de juízes que não deixam eu ser o candidato e acabou”, afirmou Lula.

“Vejam o Al Gore nos Estados Unidos, ele tinha ganho as eleições e uma decisão da Suprema Corte deu a vitória pro Bush e ele ficou quieto”, criticou. “Não tenho respeito por quem não me respeita e eles não me respeitaram, por isso eu vou enfrentar”.

 Ao jornal Valor Econômico, líderes do PT afirmaram que Lula agirá da mesma forma: se o Tribunal Regional Federal confirmar a sentença de Moro, ele apelará a todas as instâncias pelo direito de disputar a sucessão presidencial.”Nós vamos recorrer até o fim”, confirma o líder do PT na Câmara dos Deputados, Zarattini (SP). “Lula só não será candidato se não quiser, ou se depois de todos os recursos, ele legalmente não puder ser”, completa o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ).

 

Fonte: Brasil 247

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