A denúncia contra o senador José Agripino (DEM-RN) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, apresentada em setembro pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, foi endossada pela atual procuradora Raquel Dodge. O inquérito refere-se ao suposto recebimento de R$ 2 milhões de propina da OAS nas obras do estádio Arena das Dunas, construído em Natal para a Copa do Mundo de 2014. Além dessa investigação, o parlamentar responde a outros três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a procuradora, “a denúncia narra os fatos atribuídos ao acusado em um contexto de recebimento de vantagens indevidas, de forma oculta e disfarçada, no âmbito de complexo esquema de corrupção envolvendo diversas pessoas, divididas em núcleos especializados em determinadas tarefas. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, inclusive, considera que, especialmente em crimes complexos, cometidos por várias pessoas, como no caso, admite-se a exposição sucinta da conduta de cada um dos envolvidos”.

O relator do inquérito, ministro Roberto Barroso, deve apresentar seu voto à Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que vai decidir se aceita ou não a denúncia. Em caso positivo, Agripino se tornará réu. Contudo, ainda não há data prevista para esse julgamento.

Os indícios contra Agripino surgiram na operação Lava-Jato. De acordo com o Ministério Público, entre 2012 e 2014, Agripino teria recebido de propina da OAS para a construção do estádio, em espécie, pelo menos 654,2 mil. As investigações apontam que o senador também teria recebido propina disfarçada de doações eleitorais em 2014 no valor de R$ 250 mil.

 

Fonte: Equipe Fernando Mineiro

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